Viagem de estudos realizada no dia 23 de maio de 2011
pelos alunos do 1º, 2º e 3º ano.
Conhecendo uma Aldeia Indígena,
vivenciando outras culturas, tão diferentes da nossa,
que muitas vezes por não conhecer, excluímos e ou ignoramos.
TEXTO COLETIVO ELABORADO
PELOS ALUNOS DO 1º, 2º E 3º ANO
BASEADO NA ENTREVISTA REALIZADA COM OS ÍNDIOS.
No dia 23 de maio de 2011, fizemos uma viagem de estudos para Araquari, na Aldeia Indígena TIARAJÚ.
Chegando lá, fomos recebidos pela professora Catarina que é de origem italiana e mora em Guaramirim.
Fomos convidados a entrar na Escola Indígena Cacique WERA PUKU, lá encontramos várias crianças índias, a professora nos apresentou a escola e as crianças, então começamos a fazer perguntas, tudo para nós era muito diferente.
A professora nos explicou que tribo é uma nação inteira, assim como se fosse o Brasil inteiro, e esta é uma tribo TUPI GUARANI, esta tribo se divide em três grandes grupos: MBYA, NHANDEVA e KAIOVA, sendo que nesta aldeia são do grupo MBYA, estes três grupos são diferentes etnias, falam a mesma língua, mas não falam igual.
Esta aldeia teve início em janeiro de 1998, os índios que aqui vieram não foram mais embora. Nesta aldeia vivem cerca de 160 pessoas, 100 adultos e 60 crianças.
Existe próximo desta aldeia mais nove aldeias de tamanhos diferentes todas do grupo MBYA.
O cacique da aldeia é escolhido por eles mesmo, precisa ser uma pessoa que saiba conversar e que seja amigo de todos, o atual cacique chama-se Ronaldo Costa e são eles também que determinam quanto tempo ele será o cacique. Caso o cacique não cumpra suas obrigações, eles mesmos o dispensam e escolhem outro.
A terra em que vivem foi doada pelo Padre Luiz Fackini, esta terra ainda está passando por um processo judicial, muitos homens não índios estão querendo tomar estas terras.
Os índios não vivem eternamente na aldeia, precisam conhecer a cultura do não índio por questão de sobrevivência.
Os homens da aldeia saem para trabalhar de peão nas lavouras, fazendas e indústrias. As mulheres ficam na aldeia, cabe a elas manter a cultura na aldeia (comida, artesanato, brincadeiras guarani: colher frutinha, pular corda, subir montanha, árvores, , cuidar dos filhos, ensinar a língua origem, gostam muito de futebol, etc...)
As crianças vão para a escola que fica lá na aldeia, e é na escola que eles aprendem a falar o português.
O Pajé é o líder espiritual.
Tem vários Pajés: pajé do nome, da cura, de música, são pajés diferentes, já nascem pajezinhos, vem com o dom de ajudar. Professor para eles é o pajé da sabedoria.
A casa de reza chama-se OPY, nesta casa só entra quem for convidado.
Os índios tem muito cuidado e respeito com a natureza. Respeitam o calendário indígena para caçar. Tomam banho de chuveiro coletivo.
O índio quando morre é enterrado em cemitério de homem branco. Para os índios a pessoa que morreu tem que ser esquecida, não pode ficar chorando pela pessoa que morreu, se isso acontecer a pessoa que morreu não fica feliz e não consegue ir com Deus. Todos os pertences de quem morrem é queimado.
Chamam de oca para a cozinha comunitária, cozinham no fogo de chão, em panelas como as nossas, os alimentos deles, não usam relógios, se alimentam quando sentem fome, não em horários determinados.
Plantam aipim, batata doce, amendoim, feijão, criam galinha, porco e coelho.
Se enfeitar é parte de sua identidade, usam seus adornos (enfeites).
As crianças são aconselhadas, os índios não batem nas crianças, aconselham para nunca cair em perigo.
NHANDERU: Deus
Sempre que Guarani canta ele dança pedindo e agradecendo.
Guarani é povo manso, povo doce é povo bom.
Mensagem escrita para nós em guarani por um índio da aldeia:
NHANDERU. ETE OEDJA VAEGUÉ
KO YWY MÃ NHANDE NHANDEXY ETE
Tradução:
A TERRA É NOSSA MÃE
O DEUS DEIXOU PARA TODOS.
Chegamos!!!
Aldeia Indígena TIARAJÚ
Aldeia Indígena TIARAJÚ
Tudo aqui para nós é novidade...
É tudo tão diferente...
Esta é a Escola Indígena Cacique WERA PUKU
Olhem só!!!
Eles estão estudando...
As carteiras, os armários, o quadro, os livros,
os materiais são como os nossos.
Gostamos muito deles e de sua professora Catarina.
Nos receberam e nos atenderam muito bem.
Conhecendo a Aldeia...
Como aqui é tudo diferente...
Esta é a OCA, a cozinha comunitária.
Aqui estamos dentro de um galpão que outras pessoas não índios construiram e abandonaram,
hoje sendo ocupado pelos índios para expor seus artesanatos.
Observe a beleza, os detalhes...
Tudo feito manualmente por eles.
Não é incrível!!!
Quanto detalhe, capricho...
Que maravilha!!!
Não é perfeito!!!
Sua cultura é muito diferente da nossa.
Com certeza estamos aprendendo muito...
E, jamais vamos esquecer...
A Aldeia é grande.
Aqui tem várias casas, cabanas, ocas...
São todas feitas de materiais diversos.
Observe...
Esta é a OPY, casa de reza...
Para ver é preciso... pegar.
Nesta casa só entra quem for convidado.
Nós fomos...
Este é o espaço interno da OPY.
Aqui eles tocaram e cantaram em Guarani para nós.
Nos apresentaram a casa e nos explicaram muito
sobre sua cultura e seus valores...
Esta é a casa do cacique,
fomos ali apreciar e comprar artesanato.
Como aqui
tudo é tão diferente da nossa realidade.
O povo aqui é muito Feliz!!!
Estão a maior parte do tempo juntos...
Trabalham para sobreviver.





























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